Ágata: Carlos, Júlio! Olhem lá!
Os três correram até o local apontado por Ágata, quando Marina-Mauro apareceu. Ágata, Júlio e Carlos correriam sobre um extenso tapete. Marina-Mauro, ágil, puxou o tapete, fazendo com que o trio caísse. Com uma faca nas mãos, Marina-Mauro andava até eles.
Carlos: Ele vai nos matar.
Ágata: Ai, meu Deus não!
Júlio: Socorro! Socorro!
Marina-Mauro: Agora é vocês! Todos vão morrer, igual a mim. Vocês vão todos para o Além, conhecer o que é isso. Todos merecem.
Ágata: Nããããão!
Júlio: Pelo amor de Deus, não!
Capítulo VII
A morte de Júlio
Marina-Mauro se aproximava cada vez mais de Ágata, Júlio e Carlos, que permaneciam imóveis no chão. O espírito chegava lentamente, com os gritos sem fim do trio. Ágata, que sempre foi conhecida na turma pela sua agilidade e por correr muito gritou:
Ágata: Gente, venha.
Ela se levantou em seguida, e, gritando, foi correndo em direção ao local de vidro que apontara antes, no fim do corredor. Carlos e Júlio se levantaram, em seguida, e também correram aos gritos, enquanto Marina-Mauro os perseguia, lentamente e com a faca levantada.
Ágata, a mais rápida, chegou perto do cúbiculo, um pequeno cômodo, estranho, de vidro. Ela colocou a mão na massaneta, enquanto Carlos e Júlio corriam até ela. Ágata colocou a mão na massaneta, abaixou-a, na intenção de abrir.
Ágata: Droga! A porta está trancada!
Júlio e Carlos continuavam correndo, chegando até Ágata, quando, de repente, Júlio tropeçou e caiu no chão. Carlos conseguiu chegar até Ágata, enquanto Marina-Mauro estava cada vez mais próximo de Júlio. Carlos conseguiu abrir a porta do cubículo.
Carlos: Consegui! Vamos, entre!
Ágata apontou para Júlio, que estava caída no chão, perto de Marina-Mauro.
Carlos: Esqueça-o, Ágata! Devemos entrar.
Carlos e Ágata entraram no cúbiculo, observando, pelo vidro, Marina-Mauro chegando cada vez mais perto de Júlio.
Ágata: Ele vai matar o Júlio. Nãããããão!
Ágata, no cubículo chorava, quando, de repente ela corria até a porta, pronta para sair. Carlos a segurou, impedindo que ela fizesse aquilo. Júlio estava caído no chão, Marina-Mauro estava perto dele. Marina-Mauro se abaixou e apontou uma faca para o peito de Júlio.
Júlio! Não! Ahhhhhh!
Marina-Mauro enfiou a faca no peito de Júlio, oito vezes, sem piedade. Era uma cena terrível, aos olhos de Ágata e Carlos, que choravam pelo amigo. Júlio estava morto. Marina-Mauro parecia mais agressivo. Pegou Júlio, carregou-o até a janela e o jogou de lá.
Em seguida, ele foi em direção a Ágata e Carlos, que estavam no cúbiculo, chorando muito. Ágata olhou para o chão e encontrou uma arma. Ela disse para Carlos, chorando:
Ágata: Como se mata um espírito?
Carlos: De que você tá falando?
Ágata (cochichando): Tem uma arma... Uma pistola no chão.
Carlos: Mas... Como a gente vai usá-la contra ele?
Ágata: Isso que perguntei. Se ele está morto, como faremos para matá-lo?
Carlos: Ele é a Marina. Ele possuiu uma pessoa morta. E não tem como matar quem está morto.
Ágata: Será?
Carlos pega a arma, quando, de repente a faca de Marina-Mauro atravessou o vidro do cubículo. Marina-Mauro estava ali. Pronta para matar Ágata e Carlos, os sobreviventes do jogo do compasso.
Ágata: Carlos! É ele!
Marina-Mauro: Adeus! Agora é a hora de vocês.
Ágata: Nããão!
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